segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Que as coisas não são do jeito que a gente quer, isso todo mundo sabe.
Mas sabe-se também que nem sempre o que a gente quer é o melhor ou não dependem somente da gente.
Tenho vivido uma tristeza profunda que tem feito eu dormir e acordar chorando. Sei que vai passar mas enquanto isso fico relembrando e analisando os fatos, as coisas.
E que por mais que a gente tente, não adianta, uma pessoa só muda se ela realmente quiser.

"Se você ama alguém, deixo-o livre. Se ele voltar, ele é seu. Se não, nunca foi."

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Estou prestes a mudar da casa onde passei meus 29 anos.
Uma história, lembranças, muitas lembranças.
Alegrias. Tristezas. Vitórias. Derrotas. Emoções. Móveis. Brigas. Choro. Risadas. Aventuras. Amigos. Amores. Inimigos. Surpresas. Mudanças. Pinturas. Festinhas...e por aí vai...
A casa se vai. Paredes serão derrubadas, portas e janelas arrancadas mas as lembranças ficarão para sempre na minha memória e no meu coração de um lugar onde eu cresci e fui muito feliz. Muito feliz.

Recebi um texto por e-mail e ele é perfeitamente cabível na minha situação.

Vende-se Tudo
Martha Medeiros


No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos.
O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.

Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante.
Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.

No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros..

Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.

Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que se torna cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida...

Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio.

Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.


Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.

... só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir


E é isso.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

domingo, 15 de novembro de 2009

A ti, meu Deus, entrego toda a minha dor.
Cura-me e mostra-me a compreensão.
Perdoa-me pelos erros que cometi.
Dai-me a luz e a paz que preciso ter.

E que sempre...
"Seja feita a TUA vontade assim na terra como no céu"

sábado, 14 de novembro de 2009

"Se fosse só sentir saudade mas tem sempre algo mais"

.Ana Maria. Leonina. Saudosista.

Saudade: um sentimento forte presente na minha vida sempre!

Saudades dos tempos que se foram, do que estão e dos que hão de vir

Saudade boa

Saudade que machuca

Saudade do que não volta mais...nunca mais

Saudade e desejo que algo volte

Feliz aquele que pode e sente saudades pois este realmente viveu.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Cada uma...


Pela primeira vez me deu raiva de ter um blog ao ver algo que eu escrevi em outro lugar e ainda por nome de desconhecido.
Paciência!
É o tipo da coisa que irrita mesmo. Faz pelo menos o favor de colocar o nome da pessoa que escreveu ou tenha criatividade e crie textos e frases suas mesmo.
FALA SÉRIO!