Mostrando postagens com marcador lembranças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lembranças. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Aproveitando a passagem de Sebastian Bach (que parece vinho, saca?) pra abertura dos shows do Gunsêinrôse no Brasil, meu primeiro post dessa segunda-feira pós feriadão é a letra de uma música. =]
Baladinha bacana dos anos 90 do Skid Row, com Bach no vocal.

I remember you - Skid Row

Woke up to the sound of pouring rain
The wind would whisper and I'd think of you
And all the tears you cried, that called my name
And when you needed me I came through

I paint a picture of the days gone by
When love went blind and you would make me see
I'd stare a lifetime into your eyes
So that I knew that you were there for me
Time after time, you were there for me

Remember yesterday, walking hand in hand
Love letters in the sand - I remember you
Through the sleepless nights, through every endless
day
I'd wanna hear you say - I remember you

We spend the summer with the top rolled down
Wished ever after would be like this
You said "I love you babe," without a sound
I said I'd give my life for just one kiss
I'd live for your smile, and die for your kiss

Remember yesterday, walking hand in hand
Love letters in the sand - I remember you
Through the sleepless nights, through every endless
day
I'd wanna hear you say - I remember you

We've had our share of hard times
But that's the price we paid
And through it all, we kept the promise that we made
I swear you'll never be lonely

Woke up to the sound of pouring rain
Washed away a dream of you
But nothing else could ever take you away
'Cause you'll always be my dream come true
Oh my darling, I love you

Remember yesterday, walking hand in hand
Love letters in the sand - I remember you
Through the sleepless nights, through every endless
day
I'd wanna hear you say - I remember you

Remember yesterday, walking hand in hand
Love letters in the sand - I remember you
Throughought the sleepless nights, through every endless
day
I'd wanna hear you say
I remember, I remember you
ohhh uhhh yeah!

vídeo

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Estou prestes a mudar da casa onde passei meus 29 anos.
Uma história, lembranças, muitas lembranças.
Alegrias. Tristezas. Vitórias. Derrotas. Emoções. Móveis. Brigas. Choro. Risadas. Aventuras. Amigos. Amores. Inimigos. Surpresas. Mudanças. Pinturas. Festinhas...e por aí vai...
A casa se vai. Paredes serão derrubadas, portas e janelas arrancadas mas as lembranças ficarão para sempre na minha memória e no meu coração de um lugar onde eu cresci e fui muito feliz. Muito feliz.

Recebi um texto por e-mail e ele é perfeitamente cabível na minha situação.

Vende-se Tudo
Martha Medeiros


No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos.
O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
- Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
- Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.

Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante.
Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas. Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu, mais sem alma.

No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros..

Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material. Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo. Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar.

Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que se torna cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida...

Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile. Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio.

Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.


Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde. Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza.

... só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir


E é isso.